Conheça Outras Pesquisas

Pesquisa documental da distopia alegórica de mudanças climáticas no jornalismo
Autor: Mairon Compagnon
A distopia imagina a construção de um lugar onde as pessoas vivem em condição de extrema opressão e desespero, despertando o pior lado da humanidade. Dentro desse cenário tortuoso, se encontra um planeta em colapso, impactado pela crise climática e destruído pelos efeitos do aquecimento global e da degradação humana a natureza. Mas e se esse cenário distópico não fosse apenas imaginativo? Podemos estar a caminho da concretização dessa perspectiva no mundo real, afinal, os mesmos passos apresentados nas obras literárias e audiovisuais estão sendo seguidos no mundo real e estampados nas capas dos jornais por meio de alegorias distópicas, por meio das quais os veículos de comunicação ressaltam a idéia de que no futuro os efeitos do aquecimento global serão sentidos em todo o planeta e esquecem de evidenciar que tais mudanças estão sendo sentidas agora.
Fontes não oficiais vulneráveis ao garimpo: uma análise de webreportagens do Roraima em Tempo
Autor: Willians Severino Dias
Este trabalho tem como objeto de pesquisa o enquadramento de comunidades e sujeitos vulneráveis, instituídas como fontes não oficiais, na cobertura do garimpo, em webreportagens publicadas, no portal de notícias Roraima em Tempo. A pesquisa leva em consideração a indagação de como comunidades e sujeitos vulneráveis (tradicionais, indígenas, garimpeiros) ao garimpo se configuram em fontes não oficiais ou são representados pelos diferentes tipos de fontes, em matérias jornalísticas de portal de notícias do estado de Roraima. Para tanto, considera que a atividade garimpeira refere-se ao desmantelamento de áreas florestais, interferências nos leitos dos rios, afetando a fauna e flora, impactando sujeitos e comunidades vulneráveis.

Sujeitos e comunidades vulneráveis ao desmatamento em webreportagem do portal G1 Roraima
Autor: Willians Severino Dias
Os efeitos do desmatamento afetam seres humanos, não humanos e ecossistemas, no entanto, a cobertura jornalística deixa de tratar dos impactos e das vulnerabilidades sociais e biológicas muitas vezes. Partindo do método de pragmática do discurso jornalístico de Adriano Duarte Rodrigues (2001) e das discussões a respeito do jornalismo de mudanças climáticas por parte de Simão Farias Almeida (2018; 2017), analisaremos como espécies e sujeitos vulneráveis ao desmatamento são apresentados em webreportagem do portal G1 Roraima. Atestaremos que as comunidades indígenas e ribeirinhas, a fauna e a flora não são, respectivamente, consideradas como fontes de informação e representadas na matéria, apesar de serem vítimas permanentes da degradação ambiental


Impactos do aquecimento global na biodiversidade do Monte Roraima em notícia-entrevista de blog
Autor: Mairon Compagnon
As entrevistas costumam tratar de temas e fatos por meio de panoramas gerais e particulares de forma noticiosa e pouco aprofundada no webjornalismo. A cobertura das mudanças climáticas não escapa, geralmente, dessa tradição pautada na objetividade jornalística sem a devida contextualização de fatores, efeitos e soluções. A partir de discussões a respeito de análise climática (ARCHER; RAHMSTORF, 2010), jornalismo climático interpretativo (ALMEIDA, 2017) e estudo de caso (YIN, 2010), propomos analisar a entrevista do consultor ambiental Roberto Vámos ao blog Miramundos, valorizando uma interpretação padrão e complexa por parte do entrevistado, sobre a influência do aquecimento global na perda da biodiversidade no Monte Roraima.
Sujeitos e comunidades vulneráveis ao fenômeno El Niño em webreportagem do portal G1 Roraima
Autor: Willians Severino Dias
Os efeitos do El niño alcançam rigorosamente diferentes locais do planeta, incluindo o extremo Norte do Brasil, afetando seres humanos, não humanos e ecossistemas, no entanto, a cobertura jornalística, por vezes, omite causas e efeitos em sujeitos e comunidades vulneráveis ao fenômeno. Partindo do método de pragmática do discurso de Adriano Duarte Rodrigues (2001), das discussões a respeito de fontes e discursos jornalísticos de Maurice Mouillaud (in MOUILLAUD; PORTO, 2002) e de Simão Farias Almeida (2017) acerca de jornalismo de mudanças climáticas, analisaremos como sujeitos e espécies vulneráveis ao El Niño são apresentados em webreportagem do portal G1 Roraima.


Crises do planeta no jornalismo sobre Roraima
Org. Simão Farias Almeida
O planeta Terra segue enfrentando crises provenientes de fatores políticos, econômicos, culturais, sociais e ecológicos, sobrepostos e híbridos entre si. Nem podemos parar o mundo e nem alcançamos o ritmo no qual ele gira, levando consigo sistemas fragilizados, processos precários e paradigmas incapazes de lidar com as demandas das problemáticas contemporâneas. Edgar Morin (2003, p.43) parece engessar esse panorama quando aponta que a incapacidade de pensar a crise está no fato de ela sempre progredir a níveis cada vez mais planetários. Todavia, denuncia a irresponsabilidade humana, segundo ele, capaz de turvar qualquer entendimento ao não considerar os contextos e a
complexidade configuradores do nosso tempo, provocando assim uma crise de representação generalizada. As crises se constroem, perduram e se aprofundam por meio das ilusões, das incertezas e da banalização do construto interpretativo de seus processos, suas causas e seus efeitos em camadas locais, regionais, nacionais e globais.
A Cobertura Jornalística das Mudanças Climáticas em Roraima
Org. Simão Farias Almeida
Roraima possui aspectos históricos, geográficos e humanos peculiares no extremo Norte do país. Fazendo fronteira com a Venezuela, país mais setentrional da América do Sul anhado pelo mar do Caribe e localizado na região situada entre as placas tectônicas sul-americana e caribenha, o estado brasileiro é impactado pelos fenômenos do El niño que acontece na costa do Oceano Pacífico no Peru e por terremotos de magnitude baixa a moderada. Por um lado, sofre as variações naturais do clima e as alterações geomorfológicas das camadas terrestres. Por outro lado, também é vítima do aquecimento global como qualquer país do mundo.

